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O que é a arte de Fusion Glass ou Vidro Fundido?

Dentre todos os materiais usados pelo homem, o vidro certamente figura entre os de origem mais remota: há registros sobre ele anteriores ao ano 4000 A.C. Tendo o vidro como matéria-prima.

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Utilizando-se um molde, e aquecendo o vidro em alta temperatura, num forno próprio para fusão de vidros; os vidros sobrepostos transformam-se em um objeto moldado na técnica do “slumping”.church-window-window-rosette-glass-window-47035.jpeg

Essa técnica de trabalho com o vidro fundido ( Glass Fusing ou fusing) e o uso de moldes é utilizada para dar forma ao vidro, ou uma textura a um vidro plano. Para colorir e criar efeitos nessas placas de vidro é possível desenhar, inserir metais, esmaltes e efeitos com bolhas para transformar o vidro em peças criativas e originais como anéis de vidro, abjures de vidro, mandalas de vidro, porta velas de vidro, cubas de apoio e muito mais.

 

O que é uma Mandala?

Mandala significa círculo em palavra sânscrito. Mandala também possui outros significados, como círculo mágico ou concentração de energia, e universalmente a mandala é o símbolo da integração e da harmonia.

A mandala é uma espécie de yantra (instrumento, meio, emblema) que em diversas línguas da península indostânica significa círculo. Em rigor, mandalas são diagramas geométricos rituais: alguns deles correspondem concretamente a determinado atributo divino e outros são a manifestação de certa forma de encantamento (mantra).

A sua antiguidade remonta pelo menos ao século VIII a.C. e são usadas como instrumentos de concentração e para atingir estados superiores de meditação (sobretudo no Tibete e no budismo japonês).

Durante muito tempo, a mandala foi usada como expressão artística e religiosa, através de pinturas rupestres, no símbolo chinês do Yin e Yang, nos yantras indianos, nas thangkas tibetanas, nos rituais de cura e arte indígenas e na arte sacra de vários séculos.

No budismo, a mandala é um tipo de diagrama que simboliza uma mansão sagrada, o palácio de uma divindade. Geralmente, as mandalas são pintadas como thangkas e representadas em madeira ou metal ou construídas com areia colorida sobre uma plataforma. Quando a mandala é feita com areia, logo após algumas cerimônias, a areia é jogada em um rio, para que as bênçãos se espalhem.

Carl Jung descreve as mandalas como quadros representativos ideais ou personificações ideais que se manifestam na psicoterapia, interpretando-as como símbolos da personalidade no processo da individualização.

Muitas pessoas fazem tatuagens de mandalas, sendo que diferentes mandalas têm diferentes padrões visuais que despertam sensações diferentes.

Uma Mandala para cada Signo

Para Áries uma explosão de vermelho, cor que simboliza vitalidade e ambição. O vermelho estimula a confiança em si mesmo, a coragem e uma atitude proativa diante da vida. Mas é preciso parcimônia. Se estamos rodeados de muito vermelho, ele pode influir-nos negativamente e deixar-nos irritáveis, impacientes e inconformistas.

Para Touro uma mandala em tons de verde, ocre, marrom e dourado. Touro é a abundância, a riqueza que a terra produz. O verde tem uma forte afinidade com a natureza e nos conecta com ela. É a cor que procuramos instintivamente quando estamos deprimidos, cria um sentimento de conforto e relaxamento, de calma e paz interior, que nos faz sentir equilibrados interiormente.

Os tons de ocre e marrom são a cor da Mãe Terra, nos trazem a sensação de estabilidade, afastam a insegurança. Combinado com o dourado, que equilibra a mente e está associado à abundância.

Para Gêmeos a cor de Mercúrio: o amarelo. Cor associada ao intelecto, ao raciocínio e à expressão de nossos pensamentos. Clareia a memória e as idéias, Fortalece o poder de discernir e a capacidade de julgar. Também nos ajuda a assimilar as idéias inovadoras, e contribui para a habilidade de ver e compreender os diferentes pontos de vista.

Cinza e prata equilibram, fortalecem a tenacidade e a versatilidade. São cores que também estimulam o cérebro.

Câncer traz a força da Lua em tons de branco, cinza, prata e pérola. Para favorecer a parte feminina e emocional, os aspectos sensíveis da mente. O prateado é a cor da Lua, que está sempre mudando. Harmoniza, pacifica, é uma cor que ajuda a limpar-nos interiormente.

A cor branca representa a pureza. É a cor mais protetora, contribui à paz e ao conforto, alivia a sensação de desespero e de choque emocional, ajuda a limpar e aclarar as emoções, os pensamentos e o espírito.

Leão é dourado, laranja, amarelo, solar. Cores alegres, anti-depressivas, que liberam a insegurança e as emoções negativas, renovam a fé na vida.

O dourado, assim como o amarelo, está associada ao sol, à abundância (riquezas) e ao poder. Também está relacionada com os grandes ideais, a nobreza, a sabedoria e os conhecimentos. É uma cor que revitaliza a mente, as energias e a inspiração, afasta os medos e as coisas supérfluas.

A mandala de Virgem tem azul marinho, marrom e amarelo, as cores de Gaia. Os tons de azul escuro estimulam a sede de conhecimento, a integridade, o poder e a seriedade. Os amarelos-terra inspiram estabilidade e a praticidade, afastam a insegurança.

Mercúrio também é regente de Virgem com seu amarelo intelectual, que auxilia a discernir e discriminar. É a cor da inteligência.

Libra é rosa, a cor do amor. E azul, a cor do equilíbrio. O rosa é uma cor emocionalmente descontraída, que influi nos sentimentos convertendo-os em amáveis, suaves e profundos. Favorece carinho, amor e proteção, sensibilidade. Está relacionado ao amor altruísta e verdadeiro.

O azul é uma cor tranqüilizante, que se associa com a parte mais intelectual da mente, assim como o amarelo. Nos acalma diante do alvoroço das atividades diárias. Também é aconselhável contra a insônia. Ajuda a controlar a mente, traz clareza de idéias, lealdade, confiança, sabedoria, generosidade, e entendimento.

Escorpião também é vermelho, mais escuro e intenso, que simboliza a atração, o amor, a paixão e desejo. Vermelho também é poder, garra e confiança.

Tons de violeta e roxo trazem mudança, transmutação. São cores do mais alto nível espiritual e mental, tem um efeito de limpeza para os transtornos emocionais.

Uma mandala descontraída para Sagitário, que quer a liberdade do magenta. Quando uma pessoa se sente desanimada ou preocupada por sua situação, ou quando se sente brava ou frustrada, a cor magenta acalma esses sentimentos e deixa que seu espírito emerja. Também estimula a generosidade, a criatividade e a independência.

Roxos e azuis também inspiram a espiritualidade, a expansão, a proteção psíquica.

Capricórnio vem com a sobriedade do preto, do cinza grafite e dos tons de terra, numa mandala rica em detalhes. Cores que inspiram austeridade, vida interior, previsão e ordem. O preto é ao mesmo tempo cor de proteção e mistério. Está relacionado com o silêncio e o infinito. Os laranjas, beges e terra também estimulam a mente, inspiram praticidade, abundância e organização.

A cor azul turquesa está associada ao signo de Aquário. É uma cor envolvente, refrescante e tranqüilizante.
O turquesa é aconselhável para o estresse mental, o cansaço e o desejo de purificar-se. É uma cor que nos anima a começar de novo com forças renovadas e idéias novas. Boa para momentos em que nos sentimos sozinhos, nos ajuda a ser mais comunicativos, sensíveis e criativos. Estimula a sede de conhecimento, o mental, a generosidade, saúde, cura, frescor e limpeza.

A mandala de Peixes traz tons de índigo, violeta e verde-água. Estas cores têm um profundo efeito sobre a mente e são utilizadas pelos psiquiatras para acalmar e tranqüilizar os pacientes que sofrem problemas mentais e nervosos.

O índigo é uma cor muito poderosa para a psíque. sensibilidade, espiritualidade e compaixão.

O escuro azul da meia-noite age como um forte sedativo sobre a mente, permitindo-nos conectar com nossa parte feminina e intuitiva. O azul-marinho nos faz sentir descontraídos e calmos, como o imenso e escuro mar durante a noite.

Nota do Artista: Observação: as mandalas são apenas sugestões artísticas para os signos e obviamente podem ser substituídas. Todas foram criadas com base em 8 e 16 lados, que são números relacionados à abundância e à espiritualidade. A nossa casa precisa ser, além de bonita, o mais confortável e aconchegante possível. Afinal, não tem nada melhor do que ter um cantinho especial para descansar depois de um longo dia e que proporcione a sensação de bem-estar sempre que estamos nele. Alguns itens decorativos podem ajudar a fazer do lar um local ainda mais prazeroso. Um deles é, sem dúvidas, a mandala. Repleta de significados e espiritualidade, ela transmite boas sensações ao ambiente.

A decoração com mandalas pode aparecer em qualquer cômodo da casa, desde o hall de entrada, para conduzir boas energias às visitas logo de cara, até em salas de estar e quartos, passando a sensação de bons fluidos e proteção àqueles que estão presentes no local. É por esses e diversos outros motivos que você conhecerá abaixo que o Westwing separou esse material sobre a decoração com mandalas. Confira!

A Origem da Mandala

As mandalas são representações geométricas da relação que pode existir entre o homem o cosmo, o universo ao seu redor. Os primeiros tipos encontrados são datados por volta do século VIII a.C. O mais curioso é que a decoração com mandalas, por todo este período, esteve presente em diversas culturas e religiões, em países como Índia, China, Indonésia. Além disso, elas também foram encontradas em diversas representações de arte sacra e indígena ao redor do mundo

Conheça o Processo de Fabricação das Joias em vidro.

Uma técnica de fabricação de vidro que envolve o aquecimento do vidro  em um forno até atingir um ponto macio, que permita que o operador manipule o vidro numa variedade de maneiras. Este método de trabalhar com vidro é por vezes conhecido como formação a quente, fazendo referência ao fato de o vidro ser trabalhado em um forno, e que as temperaturas de operação são muito mais baixas do que as utilizadas no sopro de vidro.

Como é o processo de fabricação das  Joias em vidro, semi joias, anéis em vidro, brincos de vidro, colar em vidro, pulseiras ,pingentes e todas as peças que usamos diariamente em nossos corpos que trazem lembranças inesquecíveis toda vez que olhamos e utilizamos alguma delas.

Fusão de vidro 

brinco arte com vidro artesanal
https://www.artecomvidro.com.br/ 

é uma técnica de fabricação de vidro que envolve o aquecimento do vidro  em um forno até atingir um ponto macio, que permita que o operador manipule o vidro numa variedade de maneiras. Este método de trabalhar com vidro é por vezes conhecido como formação a quente, fazendo referência ao fato de o vidro ser trabalhado em um forno, e que as temperaturas de operação são muito mais baixas do que as utilizadas no sopro de vidro. Uma grande variedade de objetos podem ser produzidos através da fusão de vidro, que são reconhecidos pela resistência, apesar de se tratar de um artigo frágil.

O “quente” do vidro varia entre 600 e 925 graus Celsius. Nestas temperaturas, o vidro amolece o suficiente para que, quando os pequenos pedaços de vidro são aquecidos e pressionados juntos, eles se fundirão em uma única peça, sem costura. Este é o princípio subjacente da fusão do vidro. Algumas pessoas usam a “fusão de vidro” para se referir especificamente apenas ao processo de fusão, reservando-se outros termos para dobrar e moldar a peça quente, enquanto outros usam o termo geralmente para falar sobre qualquer tipo de formação técnica com este material.

As pessoas podem usar a fusão de vidro para aquecer e fundi-lo com outras peças de vidro, criando peças em camadas e padrões diversos, e eles também podem explorar o declínio em que o vidro quente que é permitido cair dentro de um molde para criar uma peça moldada. Na extremidade superior da escala de temperatura, o vidro é macio o suficiente para ser diretamente vertido em moldes para fundição, um método de trabalho que pode ser usado para criar um grande número de objetos de vidro.

Para o processo de fusão, um número de fontes são necessários, incluindo um forno e ferramentas para se trabalhar com o vidro. Também é importante ter o equipamento de segurança como luvas grossas e resistentes ao fogo, e aventais para que as pessoas possam trabalhar com segurança perto do forno de vidro. A fusão do vidro também depende da utilização de vidro compatível, se os tipos errados de vidro são misturados, a peça pode rachar ou explodir como resultado dos padrões diferentes de refrigeração e densidades.

Suprimentos para fusão podem ser obtidos através das artes, ofícios e catálogos de empresas que se especializaram nesta técnica. As pessoas que estão interessadas em explorar a fusão pode ter aulas ou participar de workshops para aprender o básico e ter acesso a um forno.

Assim criando , lindas Joias em vidro , que viram acessórios lindos e duradouros que podem ser usados em qualquer ocasião.

Os egípcios são um exemplo. Todas as manifestações artísticas que faziam seja por questões religiosas ou por causa do próprio estado, as personificações ficavam por conta da imagem do faraó. Aquele rei que usa e abusa dos acessórios. Sejam eles joias ou semi joias. São diversos ornamentos usados para que a função do faraó e o motivo da manifestação fizessem sentido.

No Brasil, a indústria da joia e semi joia é relativamente nova. Começou nos anos 40 com o surgimento das primeiras empresas que trabalharam no ramo aqui no país. Com o passar dos anos, as técnicas de aprimoramento foram melhoradas. Até que na chegada dos anos 90 e a forte invasão das marcas internacionais, os ouvires brasileiros tiveram que investir cada vez mais em suas produções e peças.

Depois da descoberta egípcia, a joia e a semi joia foram utilizadas com o objetivo de enfeitar, seduzir, brilhar, agradar. Tudo aquilo que o faraó fazia na época dele. Esse conceito passou por milhares de centenas de anos e até hoje é utilizado. Por isso, utilizar uma semi joia de qualidade, bem feita e bem acabada é sinônimo de beleza, bem estar e luxo. Para abrilhantar cada vez mais seu dia, a semi joia é extremamente necessária. 

Planejamento

Agora que já sabe um pouco da história desse incrível acessório, ‘vamos às etapas da produção de uma joia em vidro. A começar pelo planejamento. É preciso criar um conceito e um design para a peça que você vai fazer. Depois é hora de fazer o protótipo da joia, em uma etapa muito importante e crucial.

O vidro fundido, também conhecido como vidro quente, é formado por vidro, que é confeccionado quando duas peças separadas deste material são aquecidas em um forno até derreter, ou se tornar em fusível, em conjunto numa única peça. Tipicamente, a fusão refere-se a qualquer vidro que tenha sido trabalhado num forno. O processo pelo qual o vidro fundido é arrefecido a uma taxa controlada é chamado de recozimento. Através do processo de recozimento, as moléculas do vidro são alinhadas, reduzindo assim a tensão residual e tornando a peça fundida mais forte do que a maioria dos vidros.

Quando duas peças de vidro são fundidas, é importante que cada peça compartilhe o mesmo coeficiente de expansão (COE). O vidro se expande quando é aquecido, mas não se expande na mesma quantidade. O COE é uma medida da taxa na qual um pedaço específico de vidro se expande. Se duas peças de vidro com COEs diferentes são fundidas, a peça de vidro fundido resultante vai rachar enquanto esfria.

Criação e design

Considerada uma das etapas mais importantes da fabricação de uma joia, essa fase define o desenho da peça e todos os seus detalhes. O design pode ser feito de forma manual. Então é preciso abusar da criatividade e utilizar todo conhecimento para que a semi joia fique autêntica e bela. Uma joia passa por várias etapas antes de chegar à vitrine da joalheria. Antes do processo de fabricação de uma joia ser iniciado, precisa-se passar pelo processo de criação. A criatividade de uma pessoa pode ser estimulada de várias maneiras. Por meio de estudos, informações, referências, inspirações ou experimentações.

Uma inspiração pode nascer espontaneamente através de uma viagem, comportamentos, moda, por exemplo; ou pode ser estimulada e criada através de técnicas e recursos para contribuir no desenvolvimento do conceito e criação das joias. São as técnicas de livre-associação e técnicas de associação forçada.

Hoje em dia já existem vários cursos de graduação e pós-graduação totalmente voltados para este segmento. Com a expansão destes cursos, a tendência é cada vez mais os designers ganharem espaço no mercado das joalherias. E dando sequencia a infinitas possibilidades de criação. Podendo utilizar diversas opções para colocar mais beleza ao vidro. Podendo agregar , esmaltes específicos para vidro , muranos ,vidros importados, bullseye , moldes e muito mais.

Iniciando com o corte do vidro, elaborando a técnica de pintura, e criação, depois levando o vidro ao forno para ocorrer a queima  em um forno a uma faixa de temperaturas elevadas de 593 ° C (1,099 ° F) a 816 ° C (1,501 ° F). Existem três distinções principais para a aplicação da temperatura ao efeito resultante sobre o vidro para acontecer a Fusão (fusing glass).

E o vidro começa a ganhar forma e encanto. Apos as etapas de elaboração e criação da peca em vidro ter ficado pronta sera sera criado um designer especifico para a joias de alta classe.

Podendo acrescentar ouro, prata, pedras preciosas, e muitas outras matérias primas, criando assim, gargantilhas e brincos.

Transformando-se em uma linda obra de arte com vidro.

OS VIDROS MEDIEVAIS

Imensos e adornados com santos em passagens bíblicas, os vitrais atraíam cada vez mais fiéis às Catedrais. “As janelas envidraçadas que estão nas igrejas e pelas quais se transmite a claridade do sol, significam as Santas Escrituras, que afastam de nós o mal, enquanto nos iluminam”, escrevia Pierre de Roissy, chanceler da Catedral de Chartres, por volta de 1200.

Os primeiros vitrais medievais surgiram no século 10 em Catedrais da França e Alemanha. Coloridas e imensas, essas janelas adornadas eram verdadeiras Bíblias de luz, que revelavam a História Sagrada, a história dos homens e as verdades da fé.

 

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o desenvolvimento comercial europeu durante a Idade Média abriu espaço para novas possibilidades estéticas. Na qualidade de representantes do poder clerical, as igrejas medievais demonstraram todo o progresso técnico e material da época, lançando-se à frente da construção de vitrais góticos. Construídos durante o século 10, os primeiros modelos, entretanto, eram bastante rústicos: resumiam-se a alguns buracos feitos no muro preenchidos com cristais coloridos. À medida em que as técnicas de construção foram se aperfeiçoando, a parede foi sendo gradativamente substituída por grandes janelas coloridas.

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Imensos e adornados com santos em passagens bíblicas, os vitrais atraíam cada vez mais fiéis às Catedrais. “As janelas envidraçadas que estão nas igrejas e pelas quais se transmite a claridade do sol, significam as Santas Escrituras, que afastam de nós o mal, enquanto nos iluminam”, escrevia Pierre de Roissy, chanceler da Catedral de Chartres, por volta de 1200. Assumindo cada vez mais importância dentro do universo religioso, esses vitrais eram considerados pelo Papa Leão XIII “o verdadeiro espírito do Evangelho”: ensinavam a História Sagrada, a história dos homens e as verdades da fé. De fato, em muitos dos vitrais medievais, a importância da luz e da cor foi maior do que a do próprio desenho.

A qualidade luminosa dos vitrais corresponderam aos conceitos metafísicos de luz e espiritualidade desenvolvidas pelos teólogos cristãos. (Não há menção, antes do século 4, da fabricação de janelas com vidros coloridos; tampouco este tipo de construção foi desenvolvida durante o Renascimento, que preferiu o vidro incolor).

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A aura colorida do vitral foi elaborada para tornar-se um mediador entre os reinos terrenos e divinos, uma manifestação metafórica da força divina e do amor. Do mesmo modo, a estrutura dessas Catedrais góticas não parece resultado de meros cálculos arquitetônicos. De acordo com Fulcanelli, autor de O Mistério das Catedrais (Madras, 2007), a planificação das igrejas medievais forma uma cruz estendida no solo. Dentro da alquimia, essa cruz é símbolo do crisol (ou seja, do ponto em que uma determinada matéria perde suas características iniciais para se transmutar em outra completamente diferente). Simbolicamente, a igreja teria então o objetivo iniciático de fazer com que o homem comum, ao adentrar seus mistérios, renascesse para uma nova forma de existência, mais espiritualizada.

As artes criadas para os vidros eram pensadas em apenas duas dimensões. A ilusão de volume e perspectiva não era possível nesse caso, pois os desenhos eram atravessados pela luz (e não iluminados pela luz ambiente).

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Para a criação de um vidro, o pintor fazia um esboço do desenho a ser aplicado em cima do vidro. Enquanto isto, diversas sessões de aquecimento preparavam o vidro para assumir as formas e colorações da arte.

Realizando a fundição e a modelagem dos perfis de chumbo, os vitralistas aqueciam as peças de vidro coloridas até atingirem o seu ponto de quebra. Valendo-se de um estilete com ponta de diamante, o artesão recortava o vidro, encaixava-o na armação e empregava uma massa que impediria a passagem de água pelo vitral. Utilizado para a fabricação de vidros até o século 13, o potássio foi substituído pela soda: ela inibia a formação de bolhas nos vidros, favorecendo sua decomposição pela refração da luz.

O contraste era criado a partir das formas destacadas sobre o fundo (vermelho sobre azul, verde sobre vermelho) e reforçado pelas barras de chumbo que, circundando os contornos do desenho, serviam não apenas para reunir solidamente os pedaços de vidro, mas também para realçar as formas com nitidez.

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Em História Geral da Alquimia (Pensamento, 2010), o autor Serge Hutin afirma uma relação entre a execução dos vitrais e a alquimia: “Houve, durante a Idade Média, interferências entre a alquimia e certas realizações técnicas devidas a ‘habilidades’ que se conservaram ocultas, como a arte do vidro. Hoje, ainda, mestres vidreiros não puderam encontrar o meio de conseguir certos tons de vermelho usados em vitrais da Idade Média e para os quais seria necessário o uso do ouro.”

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Segundo uma recente pesquisa divulgada pelo professor Zhu Huai Yong, inúmeros vitrais de igrejas pela Europa foram decorados com vidro colorido por meio de nanopartículas de ouro. Zhu acredita que os primeiros vidraceiros medievais foram os primeiros nanotecnólogos: eles produziram as cores com nanopartículas de ouro de diferentes tamanhos que, energizadas pelo sol, eram capazes de destruir poluentes do ar como produtos orgânicos voláteis. “Por séculos as pessoas apreciaram apenas os belos trabalhos de arte, e a longa duração das cores, mas elas não percebiam que esses trabalhos também eram, em linguagem moderna, purificadores de ar fotocatalíticos, com catálise de ouro nanoestruturado”, disse Zhu.

 

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A técnica de produção dos vitrais góticos teve seu apogeu no século 13, estabelecendo a Catedral de Chartres e Bourges como as mais importantes instituições da fé e da beleza mística durante a Idade Média. No século 15, com o Renascimento e a construção da Basílica de São Pedro, os vitrais caíram em desuso. Em 1848, o arquiteto francês Eugènne E.Villet-le-Duc procurou retomar o vitralismo através da restauração da Sainte-Chapelle.

A composição de vitrais reapareceria a partir de 1900, dessa vez ligada às pesquisas de pintura, como as experiências de luz e cor do abstracionismo. Servindo de acessório à arquitetura, os vitrais foram utilizados na Capela de Notre Dame Du Haut, construída entre 1950 e 1955 por Le Corbusier, em Ronchamp.

À medida em que a luminosidade externa atravessava os vitrais das Catedrais, o interior desses ambientes sagrados era invadido pela luz de Cristo, de Nossa Senhora, dos anjos, dos patriarcas e dos profetas, dos apóstolos e dos mártires. Guardiãs da História Sagrada e da história dos homens, essas Bíblias de luz reafirmavam a cada momento a crença no divino e estabeleceriam-se, assim, como metáforas da fé.

Como derreter Garrafas de Vidro?

Programar a fornalha para a temperatura apropriada para realizar esse teste, o que equivale a velocidade média ideal para derreter cones pirométricos 04 caso você os utilize no teste. Deixe o programa rodar por completo.

A arte em vidro pode dar um toque decorativo na sua casa na forma de vasos, cuba de apoio, bandejas, petisqueira, peças para centro de mesa e muito mais. Você pode fazer sua própria arte em vidro derretendo garrafas velhas que estiverem acumuladas em casa.

Esse é um excelente modo de reciclar vidros usados, bonitos e criar uma peça nova e elegante. Para dominar a técnica de derretimento pode ser necessário ter tempo e dedicar esforços, mas, assim que você aprender a usá-la, sempre vai ser possível dar uma utilidade para as garrafas de vidros velhas.download

O vidro nada mais é que a fusão de varias matérias-primas – geralmente sílica, carbonato de sódio e carbonato de sódio e carbonato de cálcio – que se solidificam por meio do resfriamento. “Quando aquecido a uma temperatura de cerca de 1 500 graus C, o vidro torna-se totalmente líquido, mas já a partir de 700 graus começa a amolecer. Sua moldagem é feita quando ele atinge a faixa de 800 a 900 graus”.

Muitas vezes, quando submetido a altas temperaturas, o vidro tende a “estourar”. Isso acontece porque o aumento de temperatura se dá de forma irregular. Por exemplo, quando se coloca um liquido muito quente dentro de um copo, a dilatação súbita em uma das partes faz com que ele arebenta.

1. Recolha e lave garrafas de vidro usadas. Qualquer frasco de vidro serve para fazer a arte em vidro. Isso inclui garrafas de refrigerante, de cerveja, de vinho, vidros de condimentos, de perfumes e assim por diante, mas não se limita apenas a esses tipos. Antes da garrafa escolhida ficar pronta para ser derretida, é preciso garantir que ela esteja limpa e seca. Isso significa retirar os rótulos e até mesmo as impressões digitais que possam estar nela!

  • Um rótulo difícil de ser removido deve ficar de molho em água quente e sabão. Deixá-lo de molho algumas horas ou durante a noite pode facilitar a remoção.Você também tem que remover toda a cola que restar do rótulo. Depois de colocá-la de molho na água quente com sabão, normalmente é possível raspar a cola sem fazer muita sujeira. Ferramentas como uma espátula, faca sem serra ou cartão de banco inutilizado podem ajudar.
  • Se a garrafa tiver as informações do rótulo pintadas diretamente no vidro, você pode derreter o vidro junto com a tinta. No entanto, o “rótulo” será derretido com o frasco de modo permanent

2. Limpe a fornalha. A fornalha pode ficar suja com o tempo, acumulando poeira e resíduos de outros materiais que foram aquecidos nela. Essa sujeira pode ter um impacto negativo sobre o material para aquecimento, encurtando drasticamente sua vida útil. Para evitar um gasto grande e desnecessário, antes de usar a fornalha é necessário limpá-la por inteiro, seguindo as instruções do manual.

  • Ao limpá-la, você tem uma chance oportuna para fazer uma inspeção de segurança no equipamento. Aperte qualquer parafuso que pareça estar solto, remova todos os materiais inflamáveis próximos a ela e verifique se todas as peças estão funcionando direito.maxresdefault

3. Teste a fornalha. Para assegurar que ela esteja funcionando perfeitamente, é bom realizar um teste antes de usá-la. Você deve usar os materiais recomendados no manual e seguir os procedimentos corretos, mas, em geral, é possível testar o forno com um conjunto de cones pirométricos. Coloque-os nas grades do forno, a uma distância de 5 cm das paredes. Em seguida, você deve:

  • Programar a fornalha para a temperatura apropriada para realizar esse teste, o que equivale a velocidade média ideal para derreter cones pirométricos 04 caso você os utilize no teste. Deixe o programa rodar por completo.
  • Depois do programa ter terminado e da fornalha ter resfriado o suficiente, examinar um dos cones ou o material testado. Se você estiver utilizando cones pirométricos, note se eles se curvaram em um ângulo de 20 graus ou mais, sem que tenham ficado pendurados nas grades do forno. Se você usar outros materiais para teste, verifique o manual para saber como interpretar os resultados.
  • Se, depois de completar o ciclo do programa escolhido, nenhum dos cones ficar vergado, isso pode indicar que o forno não está funcionando bem ou que algum relê tenha queimado. Nesse caso, é preciso chamar um técnico especialista em fornalhas para vidros e cerâmica para que o item volte a funcionar normalmente.

4. Proteja o molde e as grades se necessário. Se você não proteger as superfícies, o vidro derretido vai entrar em contato com elas, fundindo-se a essas partes. A aplicação do cimento ou de um vidro separador nas grades e moldes evita que o vidro derretido grude em alguma dessas superfícies.

  • Outra alternativa que pode ser usada no lugar do cimento protetor é um papel especial, resistente a altas temperaturas, como o papel cerâmico para isolamento térmico. Ele também evita que o vidro escorra dentro do forno ou do molde.

5. Escolha entre o uso de moldes ou não. Moldar o vidro ou deixar que ele mesmo assuma uma nova forma são as duas principais técnicas usadas ao derretê-lo. Geralmente, no primeiro caso o vidro é derretido no forno e preenche uma forma ou molde, adquirindo um novo formato. No derretimento sem moldes, as moléculas do vidro se quebram e criam por conta própria um formato livre e único que pode servir como um enfeite de centro de mesa, peso para papel, entre outras coisas.cropped-petisqueira-em-vidro-angra-fusing.jpg

  • Você também pode escolher mesclar as duas técnicas. Os moldes mistos estão disponíveis em algumas lojas de arte e artigos para ceramistas ou pela internet. Usando um desses, é possível deixar o vidro derreter no formato aproximado ao do molde. Essa técnica é excelente para fazer suporte para colheres, tigelas rasas e vasos.

6. Programe a fornalha com o tempo adequado. A programação segmenta as etapas de aquecimento e resfriamento do forno. Cada segmento exige um ajuste da temperatura do forno dentro de uma determinada taxa de variação, mantendo a temperatura dentro de certas medidas de referência. A programação utilizada interfere no produto final da arte em vidro e varia conforme o tipo de material utilizado.

  • Tipos diferentes de vidro são feitos com processos químicos diferentes. Alguns reagem melhor a uma programação de forno do que outros, portanto é preciso primeiro realizar um teste para saber qual é o melhor programa para derreter o seu vidro.
  • Há diversas possibilidades de programação para fornalhas disponíveis de graça na internet, mas algumas delas já vêm no manual do equipamento. Em alguns casos, o programa recomendado pelo fabricante do forno pode não surtir um bom resultado. Se for assim, é preciso ajustá-lo.

7. Coloque o vidro no forno. Agora que as garrafas e o forno foram limpos, o equipamento foi inspecionado e testado e as superfícies foram protegidas para evitar que o vidro se funda a elas, você está quase pronto para derreter o material. Porém, antes é preciso posicionar a garrafa para ela ficar estável no meio do forno.images

  • Caso você utilize um molde, ele deve ficar em volta da garrafa ou ser posicionado de modo que o vidro o preencha quando derreter. A melhor posição depende totalmente do tipo de forno usado.

8. Aqueça o forno. A primeira etapa do aquecimento se destina a aquecer o frasco e não deve exceder a temperatura média de 260 °C. Você pode até escolher uma temperatura menor para realizar um aquecimento mais lento. Essa opção aumenta o tempo do processo de derretimento, mas protege o molde de trincos por conta de choque térmico caso você esteja usando um.

  • Quando a fornalha atingir a temperatura indicada em cada uma das etapas, é preciso mantê-la pelo tempo indicado na programação. Geralmente, trata-se apenas de um período curto de tempo, cerca de dez a 12 minutos em muitos casos.
  • É sempre necessário utilizar equipamentos de proteção seguindo as recomendações do manual de instruções do forno. Em alguns casos, isso inclui o uso de luvas resistentes ao calor e óculos de proteção.

9. Diminua os saltos na temperatura, mas mantenha o forno quente. Assim que a fornalha alcançar a temperatura de 560 °C, o vidro já deve amolecer. As partes mais finas do frasco, como o corpo da garrafa, já vão começar a se quebrar. Para melhores resultados, é preciso manter uma temperatura constante nesse estágio. Dê saltos menores de aproximadamente 120 °C, pois eles são mais recomendados para essa finalidade.

  • O tempo de espera, nesse ponto do processo, deve ser um pouco maior do que os anteriores. Esse tempo maior permite que a temperatura se equilibre.

10. Derreta a garrafa conforme o desejado. Nesse ponto da programação, a fornalha alcança uma temperatura que deve fazer com que a garrafa derreta completamente. A partir dos 700 °C, o forno deve aumentar 150 °C por hora até atingir uma temperatura aproximada de 850 °C.

  • Assim que o forno atingir o pico de temperatura na programação, é preciso mantê-la por dez minutos. Variações leves desse período ou da temperatura influenciam na quantidade de derretimento da garrafa

11. Deixe que o vidro derretido tempere. O recozimento ou têmpera é quando se permite que o vidro descanse a uma temperatura abaixo do ponto de congelamento do material, que é um pouco menos de 535 °C para diversos tipos de vidro. Mantenha essa temperatura por aproximadamente uma hora para cada 0,5 cm de espessura para aliviar o estresse no vidro, o que diminui a chance de trincos.

  • Assim que o interior do forno alcançar a temperatura ambiente, você já pode abri-lo e retirar o vidro. Tome cuidado ao fazer isso, pois a peça pode ainda estar muito quente.
  • Abrir o forno antes do resfriamento natural à temperatura ambiente pode causar um choque térmico, podendo fazer o vidro trincar ou estilhaçar.

Há muitos fatores sutis que podem afetar consideravelmente o derretimento do vidro. O tempo de espera nas temperaturas de referência, a taxa de aumento/diminuição da temperatura, o número de garrafas que você estiver tentando derreter em uma única operação – todos esses fatores influenciam o modo como o vidro derrete. Porém, com um pouco de tempo e prática, logo você estará criando lindas peças de arte em vidro com garrafas derretidas.

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